28 outubro 2016

“Você vai para as cidades de papel e nunca mais vai voltar.”


Cidades de Papel, do autor John Green, conseguiu alcançar todas as minhas expectativas que o próprio filme deveria seguir. Inicialmente contamos com o personagem principal Quentin Jacobsen – ou para os mais íntimos Q. Q é filho de dois psicólogos, está em seu último ano de colégio, possui amigos verdadeiros e é vizinho de Margo Roth Spiegelman (a qual é apaixonado desde de infância).


Como personagem secundário temos a Margo, a qual Q é apaixonado desde de criança (eu acho que falei isso lá no primeiro parágrafo, porém tenho que deixar claro o quanto é trágico você ser apaixonado por uma pessoa desde sua miserável infância!), a menina é popular na escola e costuma sumir às vezes (no estilo de – OLHA SÓ O SPOILER! – entrar no camarim de um astro do rock se dizendo que era namorada dele, e quando o segurança não acredita ela fala que ele iria querê-la como namorada, e ele chega afirmando que a queria como namorada). Em uma de suas “fugas” Margo arma seu último plano antes de partir e o que não estava para acontecer a Q, acontece, pois a garota vai parar na janela do menino em busca de ajuda para sua pequena vingança.

Em uma noite os dois estão juntos e no dia seguinte Margo some. Será que irá voltar, ou será que não? Está ai um personagem com a qual me identifiquei muito. Uma garota cansada de ser “aquilo que desejam que ela seja” e mais vibrada em ser aquilo que ela mesmo é. Como a mesma explica, está cansada de ser só mais uma pessoal feita de papel, como se estivesse “predestinada” a desempenhar papéis.


Como parte da trama a menina é o mistério. Porque ela não sumiu de fato, ela quis sumir. Ela quis ir embora.

Quentin (menino sai dessa vida de apaixonite-aguda-margo-roth-spielgeman) começa a encontrar as pistas que Margo deixa para ele, indicando que ela está bem e ao mesmo tempo tentando tirá-lo da zona de conforto. Quase como se o mesmo estivesse acostumado e até pudesse gostar do tédio. O que me faz perguntar: tem gente que gosta do tédio? E eu própria posso responder que sim, pois cá estou eu, esgotada de tédio e simplesmente fazendo planos ao invés de cumpri-los.


Em sua busca por encontrar Margo, Quentin descobre que sair da rotina pode ser divertido, porque ele sabe que o Ensino Médio acaba logo em seguida e mesmo assim ele já tem uma vida planejada, a qual todos desejam ter, e resolve desvendar o mistério que é Margo. Mas, para encontrá-la, ele teria que se tornar a própria. 

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