06 janeiro 2016

Educação Sexual para Crianças – Guilherme Schelb


“Observamos uma avalanche de propostas abusivas contra a infância, apresentadas até mesmo no Congresso Nacional:
- projeto de lei propõe autorizar crianças à ‘mudar de sexo’, mesmo contra a vontade dos pais.
- projetos de Lei propõem a legalização da prostituição.
- o Ministério da Educação-MEC estabeleceu para crianças o direito ao ‘prazer sexual’, principal fundamento do movimento pedófilo internacional.
Somos levados a pensar que estamos diante de depravados sexuais ou radicais insanos. Mas não é nada disso!”
O artigo do autor se traduz em uma cartilha na qual explica como os valores das crianças estão sendo desestruturados e invertidos através de abusos sofridos. Abusos não só psicológicos, como também físicos, em favor de grupos extremistas que buscam corromper as crianças já que não conseguem por meio dos adultos. A primeira parte do texto, citada acima, faz alusão a duas propostas divulgadas na Câmara. Vamos a elas:

PL 5002/2013 - Dispõe sobre o direito à identidade de gênero e altera o art. 58 da Lei nº 6.015 de 31 de dezembro de 1973.  

Lei 6.015 - Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios. (Redação dada pela Lei nº 9.708, de 1998)

Parágrafo único. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público. (Redação dada pela Lei nº 9.807, de 1999)

PL 4211/2012 - Regulamenta a atividade dos profissionais do sexo.

O Congresso Nacional Decreta:

Art. 1º - Considera-se profissional do sexo toda pessoa maior de dezoito anos e absolutamente capaz que voluntariamente presta serviços sexuais mediante remuneração. 
JUSTIFICATIVA 
A prostituição é atividade cujo exercício remonta à antiguidade e que, apesar de sofrer exclusão normativa e ser condenada do ponto de vista moral ou dos “bons costumes”, ainda perdura. É de um moralismo superficial causador de injustiças a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada pela própria sociedade que a condena. Trata-se de contradição causadora de marginalização de segmento numeroso da sociedade.
{...}
O escopo da presente propositura não é estimular o crescimento de profissionais do sexo. Muito pelo contrário, aqui se pretende a redução dos riscos danosos de tal atividade. A proposta caminha no sentido da efetivação da dignidade humana para acabar com uma hipocrisia que priva pessoas de direitos elementares, a exemplo das questões previdenciárias e do acesso à Justiça para garantir o recebimento do pagamento.

O seguinte tópico é um comunicado que o MEC fez em relação à “matéria” educação sexual para crianças. Porém em nenhum momento fez menção ao “prazer sexual” que o autor diz conter, ao contrário, fala sobre a questão da sexualidade que deveria ser colocada de forma aberta e sincera nas escolas.

A cartilha continua a trazer pontos explicando que a restrição das “crianças” a “matéria” de educação sexual seria a melhor opção, em uma forma de proteger a integridade física e moral de nossas crianças. Mas até onde vai uma criança? Especialistas explicam que um individuo só é criança até seus 11 anos de idade, e após essa idade a criança começa a transitar para um momento transtornado: adolescência.

“De acordo com o autor (Focault), a criança "masturbadora" ou "onanista", que data da passagem do século XVIII para o século XIX, deveria ser responsabilidade da família burguesa, posto que tal prática era considera criminosa: "o segredo universal, o segredo compartilhado por todo mundo, mas que ninguém comunica a ninguém" (Foucault, 2001, p. 74). A família deveria velar por este comportamento, na tentativa de neutralizá-lo, pois seria este "exercício inapropriado", de acordo com o ideário médico burguês, responsável por desencadear patologias mentais/físicas e vícios morais. Percebe-se que o dispositivo médico e familiar são acessados no sentido de legitimar uma infância destituída de qualquer diálogo com a sexualidade. 
É nessa mesma época que a ideia de infância se consagra na sociedade ocidental moderna e com ela elege-se a sexualidade como o grande divisor de águas entre os universos infantil e adulto (Ariès, 1981). Como mal a ser expurgado da vida das crianças, a sexualidade passa a ser perseguida e proibida por moralistas e confessores em nome da preservação da inocência infantil, atributo que institui a infância na modernidade. Nessa lógica, a criança só é inocente porque está afastada do sexo, experiência possível e permitida apenas para a vida adulta. Por meio das penitências religiosas, dos tratados de boas maneiras e da literatura infantil, a moral burguesa ensina as crianças a sentirem culpa por seus desejos, ideias e práticas sexuais, traduzindo-se em valor inabalável, que constitui os sujeitos, crianças e adultos, e demarca suas relações com o próprio corpo e com o mundo. “(Trechos retirados do artigo: Direitos sexuais de crianças e adolescentes: avanços e entraves. Psicol. clin. vol.24 no.1 Rio de Janeiro  2012)

Considerado ainda as justificativas do autor, os grupos extremistas utilizariam de idéias Marxistas para gerar o “caos”:

“É preciso considera que, de fato, há discriminação e preconceito na sociedade contra grupos ou pessoas com características ou estilo de vidas especiais. Todavia, os movimentos sociais e partidos políticos extremistas se aproveitam desta pauta legítima de justiça social para propósitos obscuros. Eles não desejam apaziguar os conflitos na sociedade, pelo contrário. Sua lógica para conquista do poder é criar mais antagonismos e conflitos sociais. A lógica perversa é sempre aguçar a divisão na sociedade em dois grupos opostos: opressor e oprimido. Na pedagogia, desenvolvem teorias para ‘libertação’ dos alunos da ‘repressão’ dos professores. No âmbito social, estimulam o antagonismo de negros contra brancos, mulheres contra homens, filhos contra pais, empregados contra patrões, pessoas humildes contra a ‘elite’. A desobediência e o descumprimento da lei é estimulado como ‘luta política’. Nesta leitura marxista, os direitos humanos são transformados em direito da minoria contra a minoria.
{...}
Devemos combater organizações ideológicas que usam o combate à discriminação e preconceito como pretexto para a conquista do poder político. Alegam agir em defesa de pessoas em situação de fragilidade social, mas na verdade são ideólogos marxistas, anarquistas e pedófilos que pretendem impor seus valores e programas sem discussão democrática. 
Quando sofrem oposição em suas propostas radicais de revolução cultural, se valem do pretexto de defesa dos direitos humanos de minorias para acusar seus opositores de homofobia, racismo, machismo e por ai vai. Em nome dos direitos humanos tudo podem! Por esta razão, inclusive, é que ao mesmo tempo em que são capazes de propor a ‘mudança de sexo’ para crianças, pretendem criminalizar as opiniões contrárias ao seu estilo e vida ou valores. (observação colocada pelo autor: Em sua redação original, o projeto lei n° 122/2006, da Câmara dos Deputados, determinava a prisão de até três anos para quem “constrangesse política ou filosoficamente” um homossexual. Em outras palavras, pretende-se criminalizar a conduta de discordar ou desagradar homossexual, por divergência de opinião política ou filosófica.)”

Schelb, livremente, caracterizou movimentos sociais como procriadores do caos. Mas o caos é criado por seres humanos. As guerras são advindas do caos assim criados por seres-humanos. Os grupos de movimentos sociais não são responsáveis pela irresponsabilidade de uma sociedade como um todo. O autor do artigo claramente diz, “respeitar não significa concordar, afinal, o fato de respeitar fumantes ou praticantes de esportes radicais, não significa aprovação a estas práticas. Não praticá-las nem recomendá-las aos filhos não é preconceito nem discriminação. Como disse um escritor: “vou defender até a morte o seu direito de expressar livremente suas opiniões, mas não concordo com nenhuma delas.”

Em pauta ninguém é obrigado a aceitar ou compactuar com ninguém, mas em prática é obrigado a respeitar. E a partir do momento que se utiliza de termos xulos para difamar, constranger ou “rotular” alguém, isso é crime. Podemos muito bem debater opiniões sem a necessidade dos excessos. Mas, e quando os excessos acontecem? O que devemos fazer? Sou praticante de uma filosofia diferente, “mesmo que me xingue, não te xingareis”. Já diziam alguns autores que o silêncio é o melhor remédio para matar a ignorância.

Ainda em artigo o autor caracteriza bem que grupos gays junto com “sociedades” pedófilas estão em complô para corromper crianças para praticas abusivas de relações sexuais e ainda institui que a “matéria” de sexualidade não deveria ser instituída nas escolas estaduais. Classifica também como ponto negativo a mídia e os partidos políticos em prol de ajudar as ‘organizações’ citadas a cima para corrupção de menores, e sem nenhum consentimento de adultos. Cita como exemplos casos ocorridos de crimes contra a família – a exemplo da não colocação da nomenclatura pai e mãe em documentos oficias, mas sim de ‘filiados’ – e até mesmo de “crianças” – que considerando a idade, 15 anos, já não é mais criança – que mataram seus parceiros mais velhos por não terem lhe pago o oferecido na troca da relação.

Em certos momentos cita a cartilha e o kit gay que foi distribuído nas escolas, para serem repassados a adolescentes do 1° a 3° ano do ensino médio, como indutor a pornografia e a pedofilia. Ainda assim cita:"movimentos sexuais extremistas buscam implantar a “ideologia do gênero”, que representa profunda violação à dignidade infanto juvenil. [...] O principal vocábulo que pretendem implantar é o de “sexista”, para desqualificar qualquer padrão cultural ou social que faça distinção entre homem e mulher. Por isto, afirmam que, desde a infância, a feminilidade deve ser estimulada nos meninos e a masculinidade nas meninas.”

Sem mais delongas, aconselho a leitura do seguinte livro: Educação Sexual Para Crianças, para uma profunda analise das questões abordadas.



Um comentário:

  1. Sua resenha ficou super completa e bem detalhada, isso é muito legal!
    Achei interessante a proposta dessa cartilha, uma vez que o assunto sexo deve ser tratado com um pouco mais de jogo de cintura com as crianças, mas sem omitir informações ou criar posturas preconceituosas.
    bjs
    blogtrashrock.blogspot.com

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