29 abril 2015

Controlando a alma



O que é o controle perto da falta dele? Praticamente nada. O dia hoje me pareceu completamente cinza dentro de mim e fora de mim. Era tudo nublado e frio mesmo, de gelar qualquer veia e sangue quente. Eu senti uma necessidade enorme de chorar, como se a tristeza e a solidão do meu “ambiente” estivessem me acompanhando – companhia macabra essa não?



Mas eu senti a falta da minha paz esse tempo, como ainda sinto. Existem tantas guerras em minha alma, que tudo me faz refletir. E eu penso em mil e uma maneiras de poder parar com essa guerra que me mata.

Porém chorei, igual quando era criança e caia. No entanto minha queda é outra agora, e as cicatrizes ficam na minha alma, me matando o tempo todo. Eu conversei, me expressei e pude até escrever – como faço agora – contudo, o peso era o mesmo, aliás, sempre fora. Sem guerra não poderia existir a paz; minha paz de espírito. Porque é dela que preciso.

Sentei-me em frente ao computador e digitei: “maneiras de acalmar a alma”, e um dos links me pareceu tentador, era a meditação. Sempre fui descrente desse hábito de sentar-se e concentrar-se em si mesmo, mas eu fui tentar. Eu precisava acalmar minha alma perturbada. Fui ao quarto – pois precisava de um lugar calmo -, sentei-me em posição de lótus (com as pernas cruzadas) e aos poucos fui me concentrando na minha expiração e inspiração. Tudo isso acalmou meu corpo tenso e minha agonia interna. Continuei o exercício e descobri que o mundo hoje estava calmo e somente eu agitada. É complicado tentar-se escutar quando toda suas emoções vêm em jorros de sentimentos guardados.

Eu sentei, meditei e no fim abri meus olhos, e naquele momento as coisas me pareciam diferentes e mais calmas, como se eu estivesse deixado meu momento de “topor” estressante e tenso daquele dia. Tomei um banho lavei o cabelo e ali mesmo perante os olhos de Deus eu pedi força para continuar o dia de amanhã. Porque era disso que eu precisava para enfrentar minhas dificuldades e foi a partir desse momento que eu soube me enfrentar e enfrentar meu mundo. Só havia uma força maior que a minha: Deus.


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